grito silencioso

o amor de psiquê é uma agulha

sexta-feira, janeiro 26, 2007

 

contemporaneidade

vida contemporânea:

quando se tem dinheiro, não se tem tempo
quando se tem tempo, não se tem dinheiro

por fim,
a gente estressa pra ganhar dinheiro
e gasta dinheiro pra não estressar

onde essa sociedade capitalista vai parar!??

 

just let me breathe!

......tudo de cabeça pra baixo!
......é melhor plantar bananeira... é mais divertido!
......ver as coisas de ponta-cabeça,
......sentir o sangue acumulando na cabeca!
......brincadeira de criança!

alguém me diga!
como pensar e se doar à causas mesmo importantes, quando as importâncias de nosso cruel cotidiano nos sugam!
Essa loucura parece nos dizer que não há lugar pra se pensar e sentir profundamente (n)as coisas... pra se aprender, pra se estudar, pra desbravar nossa mente, pra experimentarmos com presença, pra sentir o vento passando e respirar fundo, em brincar na chuva sem se preocupar que isso molha. Tudo está por correr atrás...tudo a nossa espera... tudo está bagunçado... tudo errado!! tudo ao avesso!!
Estamos vivendo aqui mas não desfrutamos o melhor da vida: descobrir, inventar, amar, compartilhar... parece não haver lugar para a arte! para a expressão mais pura de nós mesmos!

O silêncio e o tempo desacelerado... que não existe mais.



quarta-feira, janeiro 10, 2007

 

caminhada inusitada

ventos ferozes, uma trovoada... promessa de chuva

voltando para casa, o céu parecia envolto por uma só nuvem
estava branco, com brilho amarelo: uma atmosfera aconchegante e convidativa...

na rua, os carros refletiam a silhueta das árvores cortadas pelos fios de eletricidade e as casas ganharam um ar de velhas e limpas com a iluminação que recebiam

os pingos da chuva, que já haviam começado a cair suaves, foram ficando mais intensos.. lentamente...

todos os elementos pareciam unidos por aquela luz, como numa fotografia.
uma fotografia-poesia viva.


e por fim... um arco-íris!
completo! gigante!
tão gigante que parecia querer envolver minha casa!

o final de tarde mais bonito que já contemplei.


Registros escritos ao som de "Comptine D'Un Autre Ete: L'Apres Midi"
(da trilha sonora do filme O Fabuloso Destino de Amelie Poulain)

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