grito silencioso

o amor de psiquê é uma agulha

quinta-feira, dezembro 15, 2005

 

desangustiando-me

Queria tê-lo aqui presente
neste momento eu comigo mesma
para minimizar minha angústia e potencializar o prazer
ao compartilhar esse momento sublime que é
ouvir música no escuro
Dream Theater...
Ótimas lembranças...

Uma sensação estranha
Falta de um desconhecido
Que em pouco tempo pareceu fazer parte
do mundo que faz sentido para mim
Alma inquieta, como a minha, como a de poucos
Embora o olhar fosse dúbio, enigmático, penetrante
O véu... o fino véu que separa o mistério da verdade

Vontade de acariciá-lo mais uma vez
Tocar seus lábios macios com os meus
Deslizar meus dedos pelo seu rosto, pelo seu corpo
E sentir de novo aquele mal estar
Pela vontade de dizer milhões de coisas
e de não dizer nenhuma delas ao mesmo tempo

Um encantamento
Quase sem explicação
Que inquietou meu corpo, minha mente, talvez minha alma
Fazendo-me acreditar na pulsação
Numa pulsação não apenas física:
pulsação pelo vislumbre de verdade, de ética, de construção
Em troca: a frustração

Mais uma vez estou eu lidando com migalhas
não tendo nada mais a fazer além de esperar.

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