grito silencioso

o amor de psiquê é uma agulha

segunda-feira, janeiro 31, 2005

 

more than words

Eu Te Amo Não Diz Tudo

O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado. Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão...

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.

Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

[ Mário Quintana ]


 

movie reflections .:. magnólia

O passado morre para nós,
mas não nós pra ele.
[ narrador ]

Perdoar é o mais difícil para o ser humano.
[ jim . o policial ]

terça-feira, janeiro 25, 2005

 

jardim

ah... é tão bunitinho esse texto de Mário Quintana, tem uma linguagem tão doce, singela...

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz
com uma outra pessoa você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe, também, que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem (a mulher) da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas
você vai achar não quem você estava procurando mas quem estava procurando por você.
[ Mário Quintana ]


domingo, janeiro 23, 2005

 

esperança

"Esperança não é esperar. Esperança é caminhar"
Frase dita pela personagem "Maria" na obra "Hoje é dia de Maria"

Qualquer desejo que não seja seguido de ação, não se realiza. Qualquer sonho que fique guardado em sua cabeça, não passa de uma ilusão. Para ter valor, uma idéia tem que ser copiada. Copie o que está dentro de você.

Aquele sonho que você tem, aquela vontade de realizar algo que está em sua mente, precisa sair de sua cabeça e encontrar a realidade.
Se seus sonhos não sairem da mente, serão apenas sinapses piscando, como uma árvore de natal, por todo o seu cérebro, mas tão falsos quanto uma ilusão qualquer, de um quadro qualquer, em uma galeria qualquer. Apenas sinais elétricos em um punhado de neurônios, se não nascerem para o mundo.
Tudo começa na mente, mas o que não sair da mente, morre na mente.
Para transformar o que está apenas em sua cabeça em parte do universo físico no qual você, eu e o resto da humanidade existimos, você precisa reproduzir o que está aparecendo em sua cabeça para a realidade. Sim, reproduzir. Copiar.
Em meu tempo de criança, existia um livro com centenas de figuras, chamado "desenho copy", que os alunos compravam e usavam durante as aulas, transferindo as ilustrações para os ca dernos ou trabalhos escolares. Hoje, chamamos de cliparte, templates ou em bom português, simplesmente, modelos.
Os sonhos são nosso desenho copy mental, nossa cliparte. São modelos que estão em nossa mente para isso: serem copiados. São como fôrmas de bolo, que desenvolvemos, e dentro das quais colocamos os quatro principais ingredientes da realização: tempo, trabalho, repetição disciplinada e alegria. Se apenas um desses ingredientes faltar, a fôrma de sua mente não será passada para a realidade como deve. Seu "bôlo" solará. O nome dessa fôrma é Foco.
Quanto mais precisa for a fôrma, mais fiel será nossa cópia na realidade, e melhores os resultados de nossos sonhos. Por isso, pense muito em seu projeto, escreva e descreva-o. Monte cadernos de recortes e fotos. Faça cursos. Estude quem já fez o que você deseja fazer. Torne sua fôrma tão precisa quanto possível. Mas lembre-se: O que est á em sua mente é somente uma fôrma. Há o momento de criar e o momento de colocar os ingredientes e levar a fôrma ao forno.
Não espere demais. Provavelmente você nunca terá certeza absoluta do sabor do bolo, antes de tira-lo do forno. Na vida, também é assim. "Esperança não é esperar. Esperança é caminhar", como diz a personagem "Maria", da micro-série Hoje é dia de Maria.
Copie aquilo que brota em sua cabeça para a realidade. Em minha, vida encontro centenas de pessoas que "tiveram aquela idéia antes". Mas idéias não valem nada dentro dos seus 50 ou 60 centímetros de cabeça. Idéias só valem algo quando você tira de sua cabeça e as coloca para serem testadas na realidade.
Copie, copie e continue copiando aquilo que está em sua mente e mostre que você é uma pessoa que faz, que realiza. Não espere sentado, achando que isso é ter esperança. Esperança não é esperar. Esperança é caminhar.

[ Aldo Novak, autor do texto, é coach & conferencista. Diretor da Academia Novak do Brasil (
http://www.academianovak.com.br) ]

quinta-feira, janeiro 20, 2005

 

tempos remotos

kakaka...
Esta é uma musiquinha cult que eu e uns amigos costumávamos cantar nos tempos de CEFET...

se eu sesse
uma braboleta
marela,
eu
avuava
por riba das flores
marelas

se eu sesse
uma
braboleta
doirada,
eu avuava
por riba das flores
doiradas

se eu sesse
uma braboleta
vremelha,
eu avuava
por riba das flores
vremelhas

Emprestando a frase da oradora de minha turma dita em seu discurso na formatura:
"Tem coisas que só CEFET faz por você, ou com você..."

Aquele colégio pode ser o que for, mas deixa suas marcas...


quarta-feira, janeiro 19, 2005

 

quarta-feira cinzenta

um dia chuvoso
uma lágrima que escorre
um banho que lava

águas que transformam


água que rompe a rocha
pela persistência

segunda-feira, janeiro 17, 2005

 

ainda o mesmo tema: o ato de escrever

Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias.
[ Clarisse Lispector .:. "A hora da estrela" ]

Vivo em busca de respostas, como uma espécie de ditadura interna, mas venho descobrindo que escrever é mais do que somente um instrumento para essa condenação infinita. A graça da invensão é incompatível com a rigidez da fidelidade.

Tentar me desvendar a cada dia através do ato de escrever muitas vezes me leva a ficar mais distante do ponto de afunilamento. Porque viver somente nisso gera bitolação. É necessário abstrair para dar espaço a pensamentos novos, à novidade em termos de matéria-prima. Abrir para fechar.

O mais interessante é que para uma pessoa tão séria como eu, o próprio escrever vem se tornando uma forma de sair de mim mesma, de sair do "como as coisas realmente são", ao invés de me levar cada vez mais para dentro. Como se agora eu utilizasse o ´eu-poético´ como escudo. Tanto a invensão em si em um texto quanto o seu processo de maturação tem o seu lugar especial. É realmente uma experiência, uma aventura. Mas que no fundo flui. O criar estratégico demais é "forçação de barra". No entanto, nada é criado do nada. Um texto sempre terá uma carga enorme de personalidade. De certa forma não há muito como fugir de si mesmo. E assim acaba-se chegando em si mesmo, o lugar onde se queria chegar desde o início, mas que dessa forma a viagem fica mais emocionante e talvez até mais rica.

Mais interessante ainda, é quando se consegue chegar no ponto de provocar no leitor desnorteio em meio a dúvidas quanto até que ponto o que está escrito é verdade ou não, até que ponto a narrativa diz respeito a quem escreve (como bem trabalhado no livro "Nove noites" de Bernardo de Carvalho). Porque é onde se dá espaço para imaginação de quem lê e o texto não se torna apenas uma produção que só faz sentido para quem a elaborou.

Chega um ponto em toda produção intelectual em que fica difícil separar o exagero para efeito, a meia verdade conveniente e a pura ficção.
[ Luis Fernando Veríssimo .:. "A eterna privação do zagueiro absoluto" ]


Só um comentário: vestibulando é uma tristeza, todos os livros comentados por mim neste post fazem parte dos livros exigidos pelo vestibular... mas até que tem um lado vantajoso, que de alguma forma me fizeram sair um pouco dessa bitolação.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

 

sentada na varanda

lágrimas escorrem
lentamente
suaves e tranqüilas
pela distância

pela ausência

saudade de ti
passarinho
amarelo

estás agora numa gaiola
aprisionado?
ou no lugar certo?

estou a cuidar do jardim
serás atraído algum dia?
voltarás a fazer parte dessa natureza?

estou aqui
a espera de um vôo razante
uma visita
de um convidado permanente

te cuidas passarinho
gosto de ti


 

porque escrevo

Acho que agora consegui entender porque escrevo. Lendo o livro "A hora da estrela" de Clarisse Lispector, percebi certa afinidade. Escrevo porque busco respostas. E isso é o que ela fala claramente em muitos dos seus escritos que eu já li. Escrever é a forma que encontrei de colocar em ordem meus pensamentos, dar corpo às minhas idéias. Se o que faço é arte ou não, eu não sei. E nem me atrevo a concluir. Não por falsa modéstia ou humildade, mas porque os artistas só são mesmo reconhecidos após a sua morte. E isso parece ser um fato. É estranho admitir a dimensão de nossas produções quando tudo o que fazemos é nos expressar, como mera forma de aliviar tensões ou extravasar emoções, assim como um simples choro. E o que tem de artísitico em um choro? Ele tem de comovente. E a comoção sim, pode ser matéria-prima para alguma obra, ou que seja para apenas um pensamento perdido em meio a tantos. Só se pode saber o que determinadas coisas significam quando já não se faz mais parte delas. Quando não há filtros, quando só há análise crítica. Por isso esperam-se os verdadeiros artistas morrerem para reconhecê-los. Porque todos de seu tempo estão vivendo o mesmo que ele: os mesmos conflitos, as mesmas incertezas. Só que os artistas são mais sensíveis. No fundo, acho que é um pouco injusto. Pois os artistas sempre sofrem por falta de reconhecimento. Mas falar sobre arte é complicado. Porque é subjetivo demais. Ainda mais eu falar sobre arte, que sou apenas uma garota que gosta de pensar e formular teorias, que muitas vezes são sem muito embasamento, pois a única base é o meu ponto de vista. E eu sou um ser humano normal. Daí pra frente não precisa de muitas explicações...

domingo, janeiro 09, 2005

 

acontecimento noturno

Magnitude.
Intocável
mas integrável ao espírito.
Estranha comunhão
Excêntrica cumplicidade

O sentimento além
da imagem
A simbologia
A união
peças que se encaixam
e se complementam.

Gradativa transição...
Ao crepúsculo,
ansiedade.
À aurora,
pesar.

Breve
embora cíclica
Dita suas regras
rígida

Imponente
mas suave
Atraente

Luz que penetra
as entranhas da
noite
e produz novas sombras
outros mistérios

Acalma
ao mesmo tempo
que fervilha

Inquietude confortante.

 

crise "poética"

De tempos em tempos passo por uma mesma crise. No fundo não sei porque escrevo. Mas o fato é que, não importa o que aconteça, continuo a escrever. E escrevendo vou acompanhando meus dias. É um impulso. Algo que vem mesmo de dentro. Uma forma de responder aos estímulos, de dizer que se está vivo...

O bom é que os escritores de prestígio dão certos norteios em suas observações metalinguísticas. O livro "Caderno H" de Mário Quintana, uma coletânea de publicações jornalísticas, tem uma, entitulada "Limites da Conversação", que dá uma boa sugestão:

Há certas coisas que não haveria mesmo ocasião de as colocarmos sensatamente numa conversa - e que só num poema estão no seu lugar. Deve ser por esse motivo que alguns de nós começamos a fazer versos. Um modo muito curioso de falar sozinho, como se vê, mas o único modo de certas coisas caírem no ouvido certo.
[ Mário Quintana .:. 'Caderno H' . "Limites da Conversação" ]

Concordo que algumas coisas simplesmente não são para serem faladas. Não por somente ser mais seguro, mas porque parece que são incompatíveis com a realidade externa a nós. Entretanto, atrevemo-nos a escrevê-las, colocando a quantidade necessária de subjetividade e sugestivismo em nossas aventuras. Pois qualquer tentativa de ser muito direto e objetivo resultaria numa tragédia. Afinal escrever é uma via muito peculiar da expressão e da comunicação. É um outro mundo, que dá abertura ao mesmo tempo que cria limites, no qual conseguimos achar, curiosamente, algum abrigo.

Há um outro fragmento que discursa sobre isso tudo de modo interessante:

As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar. São coisas das quais você se envergonha, pois as palavras as diminuem - as palavras reduzem as coisas que pareciam ilimitáveis quando estavam dentro de você à mera dimensão normal quando são reveladas. Mas é mais que isso não? As coisas mais importantes estão muito perto de onde seu segredo está enterrado, como pontos de referência para um tesouro que seus inimigos adorariam roubar. E você pode fazer revelações que lhe são muito difíceis e as pessoas o olharem de maneira esquisita, sem entender nada do que você disse nem porque eram tão importantes que você quase chorou enquanto você estava falando. Isso é o pior eu acho. Quando o segredo fica trancado lá dentro, não por falta de um narrador, mas de alguém que compreenda. [ Stephen King .:. 'The Four Seasons' ]

Passada a empolgação inicial da novidade de meu blog, comecei a me perguntar porque escrevo e, ainda, porque publico meus escritos. Mas talvez a resposta esteja no que Mário Quintana escreveu. Não que eu esteja procurando atingir determinados ouvidos, mas é que o texto certo a gente lê no momento mais imprevisível. O sentido de meu blog se constrói, então, numa não intensão, porém, num trabalho que se propõe a pelo menos não ser feito de qualquer jeito, embora seja bastante descompromissado.

A vida tem seus caminhos obscuros, suas razões humanamente incompreensíveis... mas acredito que exista um certo tipo de equilíbrio. Um desequilíbrio que está dentro de um equilíbrio-macro, de acordo com a Teoria do Caos, que diz que o bater de asas de uma borboleta numa parte do mundo pode gerar um tufão do outro lado. Tem que haver algum sentido em toda essa ligação interdependente.


sábado, janeiro 08, 2005

 

manual de sobrevivência

Este texto é um daqueles clássicos, que agrada a todos por causa de suas verdades ditas de forma simples. Algumas coisas citadas são um tanto lugar comum para nós hoje, mas acredito que a fonte original dessas idéias tenha sido William Shakespeare mesmo... Acho fascinante como algumas obras artísticas resistem ao tempo e ganham dimensão mundial. Por exemplo esse texto... Ele foi escrito na época da rainha Elizabeth, século XVI, na Inglaterra. E hoje, século XXI, temos acesso completamente facilitado a ele e ainda suspiramos com um semblante sério ao lê-lo, por nos lembrar que nós, humanos, não sabemos viver sem dificultar tudo e que muitas vezes perdemos o que a vida tem de melhor. Somos complicados demais. Talvez seja por isso mesmo que ele ainda tenha tanto prestígio.

.......

Manual de sobrevivência

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa – por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que a veremos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que a maturidade tem mais a ver com o tipo de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar...
Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
[
William Shakespeare ]

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